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Agrotóxicos e a morte das abelhas: impacto catastrófico para o planeta

Agrotóxicos e a morte das abelhas: impacto catastrófico para o planeta
Pequeninas, mas de extrema importância para o ecossistema, as abelhas estão sendo envenenadas por agrotóxicos presentes na maioria dos alimentos que a humanidade consome. É o que alerta a reportagem da Agência Pública e Repórter Brasil, no especial de investigação de agrotóxicos Por Trás do Alimento.

Segundo a Food and Agriculture Organization (FAO), das Nações Unidas, 85% das plantas com flores se reproduzem através da polinização. As abelhas são agentes naturais importantes nesse processo, por transportarem o pólen de flor em flor, contribuindo para a existência das espécies de nossa flora mundial.

Com o envenenamento e a morte em massa de abelhas, causados por determinados agrotóxicos presentes nas plantas, a preservação de diversas espécies corre sérios riscos de extinção. Albert Einstein, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1921, alertou em meados do século passado: “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”

Em 2017 a Anvisa proibiu o uso do agrotóxico paraquate, pelos diversos riscos comprovados à saúde. Essa resolução definiu “medidas transitórias” pelos três anos seguintes até a proibição total em 2020. Mas desde então, o ritmo de importação só aumentou, apesar das evidências dos riscos - a Anvisa não fixou metas de redução de uso, finalização de estoques e importação até sua completa suspensão. E essa brecha abriu espaço para um processo que os pesquisadores chamam de “desova”, porque quase a totalidade do paraquate usado aqui vem de países onde seu uso já foi proibido. “O ideal é que, iniciado o processo de banimento, seja proibida a importação. Como isso não foi feito, as empresas acabam ‘desovando’ o material no Brasil, porque normalmente o que está em discussão aqui, já foi proibido no seu país de origem”, afirma o pesquisador da Fiocruz, Luiz Cláudio Meirelles, ex-coordenador geral de toxicologia da Anvisa.

No Dia de Combate à Poluição por Agrotóxicos, precisamos debater e cobrar de nossos governantes por posicionamentos e ações que possam frear esse futuro tão cruel para a fauna, a flora e para a humanidade. Faça parte dessa causa e assine a petição pela aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos em chegadeagrotoxicos.org.br.

A Meu Copo Eco apoia essa causa, em nome do nosso Planeta!

Fontes: Agência Pública e Repórter Brasil: Agrotóxico mais encontrado em frutas e verduras no Brasil é fatal para abelhas [16/12/2019]
Agência Pública: Empresas estrangeiras ‘desovam’ no Brasil agrotóxico proibido em seus próprios países [19/12/2019]
Portal G1: A batalha dos cidadãos comuns em prol das abelhas em todo o mundo [20/04/2019]




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